Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

Começando pelas boas, o presidente da Câmara de Vereadores, José de Ávila (PSD), aceitou (nota do editor: e como negar?) a doação de um terreno da Prefeitura na Vila Nova, para construção da nova sede do Legislativo. Fez isso depois de avaliar as opções de mercado e ouvir apelos da comunidade para que fizesse economia. Feito isso, Ávila ainda deve passar cerca de R$ 3 milhões ao Executivo, verba que sobra no Orçamento da Câmara e que agora provavelmente será investida pela prefeitura no setor de saúde.

Indo pra coluna do meio, foi decidido na última terça-feira que as sessões ordinárias da Câmara, antes realizadas às 18h, passarão a acontecer às 15h.

Estão dificultando o acesso do público? Disse a Patrícia Moraes em sua coluna Plenário: “Em Blumenau, por exemplo, as sessões são realizadas nas terças e quintas-feiras, às 15h, em Florianópolis, às 16, em Joinville, às 17h, (…)e nada disso tem impedido a presença da população no acompanhamento de projetos específicos. (…)A mudança não atingirá as audiências públicas, as sessões itinerantes e o Projeto Câmara.com, que continuarão sendo agendados para depois das 18h, justamente porque atingem público maior.”

Vale lembrar que o acompanhamento das sessões pode ser feito via Internet ou TV a cabo, o que é pauta da má notícia do post, levantada pelo Sérgio Peron em seu site: a Câmara de Vereadores poderá pagar mais de R$400.000,00 em 2013, caso continue as transmissões via TV à cabo.

Você assiste? Em quatro anos o investimento na mídia é de R$1,6 milhão de reais. Peron já fez pedido de documentos:

e) Cópia de documento que informe o número de assinantes do serviço de TV em sinal fechado que acompanha (ou deveria acompanhar) o contrato assinado entre a Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul e a empresa prestadora dos serviços de transmissão das sessões Legislativas ou das Comissões;

f) Cópia de pesquisa de audiência das transmissões das sessões Legislativas – item que avaliza e justifica tal despesa do Legislativo – ou justificativa, caso não houver.

Simulando uma otimização com compra de equipamentos top de linha e transmissão exclusiva via Internet, foi estimado que o custo poderia ficar em torno de R$50 mil por ano – ou seja, quase 10x menor.

Vamos ver no que isso vai dar…

Só para que façamos uma comparação rápida:  no Youtube – que é de graça e tem acesso livre para todos – o vídeo com mais visualizações na última semana tem incríveis 32 acessos, sendo que se observarem a imagem com atenção, verão que a média é de estonteantes 4 views:

Imagine você quantas pessoas assinam o canal via TV à Cabo…