Por: André Marques | 4 anos atrás

Alguns policiais na Argentina ouviram um barulho vindo de um bueiro próximo a eles, logo perceberam que se tratava de um choro de criança, então encontraram Martina, um bebê com 1 ano e oito meses de vida.

Martina foi encontrada ao lado da mãe, Paola Acosta, de 36 anos, que já estava morta. Elas sumiram na noite da última quarta-feira, dia 17, e encontradas domingo, dia 21, quando ouviram os gritos da menina.

O ocorrido comoveu o país todo e ontem ainda figurava entre os assuntos mais comentados por toda a internet.

A titia de Martina, Mariana Acosta, postou uma foto da mão da pequena apertando a dela enquanto acompanhava o tratamento pelas horas em contato com água e lixo, ao lado do corpo da mãe.

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Segundo os médicos que fizeram o atendimento da menina, ela apresentou um “quadro violento de hipotermia, além de fraturas e infecção decorrente do contato com água poluída”.

“Ela está consciente e com fome e devemos esperar para ver como seu quadro evolui. Até o momento está estável”, informou a médica do Hospital de Niños de Córdoba, Fernanda Marchetti, local onde a menina está internada.

Detetives afirmam que elas foram levadas para o local bastante tempo depois da morte da mãe. A criança não sobreviveria tanto tempo naquelas condições e já teriam ouvido o choro muito antes.

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Suspeito preso

A imprensa argentina afirma que Paola saiu de casa com a criança para receber uma parcela de pensão alimentícia do ex-namorado, Gonzalo Lizarralde.

No dia seguinte as duas simplesmente ainda não tinham voltado para casa. Lizarralde já está preto a pedido do promotor do caso. No entanto, o advogado do rapaz diz à imprensa que seu cliente é inocente:

“Ele entregou o dinheiro a ela e foi embora”, disse Maccari Gaido.

 

Reação no país

O caso deu vida a diversas manifestações públicas pelo país e voltou todas as atenções para crimes passionais na argentina.

A presidente da ONG CAsa del Encuentro, Ada Rico, que ajuda vítimas deste tipo de violência, informou à BBC Brasil que mais de 1.250 mulheres já foram vítimas fatais em casos similares entre 2008 e 2013.

“O caso de Paola não foi o pior que já vimos, mas, sem dúvida, o que nos causou a todos uma forte comoção pela crueldade. Crueldade de como ela foi deixada (morta) e de sua filhinha deixada durante horas em um bueiro. Foi crueldade demais”, afirmou Rica.

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via G1