Por: André Marques | 4 anos atrás

BCAA

Há muito tempo tem-se usado os aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) na prática clínica nutricional no tratamento de diversas patologias, como câncer, trauma, sepse, dentre outras que geram grande stress metabólico. Atualmente, discute-se sua utilização no esporte e seus possíveis efeitos ergogênicos.

Os aminoácidos de cadeia ramificada, popularmente conhecidos como BCAA (sigla originada do termo em inglês Branched Chain Amino Acids), são compostos por três aminoácidos essenciais: isoleucina, leucina e valina. Muitos autores apontam sua importância em vários mecanismos, como produção de energia, síntese de massa muscular e também no aumento do rendimento.

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  • BCAA x síntese protéica muscular

De acordo com alguns estudos, a utilização dos aminoácidos de cadeia ramificada é considerada uma boa estratégia nutricional para promover o anabolismo e também diminuir as lesões musculares pós-treino. Dentre eles, o aminoácido que mais se destaca durante o processo de síntese muscular é a leucina, que promove a síntese protéica muscular.

  • Produção de energia

Os aminoácidos de cadeia ramificada não são somente utilizados para promoção de síntese protéica, mas também são catabolizados junto com o músculo, constituindo uma grande fonte de energia.

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Atuação na fadiga central

A fadiga é um quadro decorrente do exercício prolongado causando redução ou prejuízo no rendimento do atleta. Com o objetivo de diminuir a fadiga central, surge a suplementação com BCAA.

A utilização do BCAA é baseada no fato que durante o exercício de longa duração os lipídeos são utilizados como fonte de energia, fazendo com que o triptofano circule em maior quantidade na corrente sanguínea. Portanto, quando há uma maior quantidade deste aminoácido circulando possivelmente há uma maior síntese de serotonina, um dos grandes responsáveis pela fadiga central.

Portanto, acredita-se que a suplementação com BCAA diminui a entrada de triptofano no cérebro, minimizando a produção de serotonina, o que aumenta o rendimento durante o exercício e diminui a fadiga.

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  • Alanina e Glutamina

De acordo com alguns estudos, os BCAA são os principais doadores de nitrogênio na síntese de glutamina e alanina no músculo esquelético, ambas muito importantes para atletas e praticantes de atividade física.

A glutamina é um aminoácido importante para formação de energia, para o equilíbrio ácido-básico do organismo, combustível para os enterócitos (células intestinais) e para células de defesa, além de “transportar nitrogênio” entre os órgãos. Já a alanina tem importância para a gliconeogênese no fígado

            Com base nos tópicos abordados no texto, conclui-se que os efeitos do BCAA no organismo são:

– Auxiliar na hipertrofia muscular;
– Ação anti-catabólica;
– Retardar a fadiga central;
– Preservar os estoques de glicogênio;
– Aumentar os níveis de glutamina após o exercício.
 

DICAS

  • O consumo de BCAA no pós-treino aumenta os níveis plasmáticos de glutamina, a qual auxilia na absorção de nitrogênio através dos enterócitos (favorecendo o ganho de massa muscular) e na imunidade (lembrando que a atividade física produz radicais livres que podem levar à imunossupressão);
  • Para saber a quantidade de BCAA a ser ingerida procure um nutricionista;
  • Lembre-se que o whey protein também possui BCAA em sua composição! O consumo ideal é de que para cada 20-25g de Whey, contenha 2,5-3g de leucina.

 

Nutricionista: Paula Rotermund Baratto