Por: Ariston Sal Junior | 4 anos atrás
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Renomado mundialmente, o baterista brasileiro Ricardo Confessori estará nesta sexta-feira em Jaraguá do Sul. Voltado atualmente ao trabalho com a banda Angra, nos períodos entre turnê ele entra em um circuito de aulas especiais por diversas cidades do país.

O encontro é mais do que uma aula com técnicas de bateria. Confessori também troca experiências sobre a carreira profissional, que começou em 1990, com passagens por bandas de heavy metal como Shaman e Korzus. Em entrevista ao jornal O Correio do Povo, o baterista fala dos desafios da carreira, contato com o público e a fase enfrentada pelo Angra, com parceria com o tenor italiano, Fabio Lioni.

O Correio do Povo – Como você avalia a fase atual do Angra?

Ricardo Confessori – Não sei descrever muito bem qual seria esta fase. Temos um vocalista convidado (Fabio Lioni), e a banda ainda está se reestruturando depois da saída do segundo vocalista, o Edu (Falaschi). Não é uma situação muito fácil de superar. Quase engatamos um reality show para escolher um novo vocalista antes da MTV Brasil fechar. Tivemos a oportunidade de tocar em um cruzeiro de metal em Miami, o Fábio Lioni veio só para esse evento, mas o pessoal acabou gostando. Prorrogamos, e ele acabou na gravação do DVD (Angel’s Cry 20th Anniversary Tour). Os planos foram criados a medida que as coisas iam acontecendo. É uma fase de transição.

OCP – A banda teve boa resposta com o DVD comemorativo?

Confessiori – Teoricamente, até novembro ainda estamos fazendo 20 anos. Em maio temos uma agenda com dez a quinze shows. O Angra tinha ideia de marcar essa passagem. Tentamos em 2011, quando seria o aniversário de formação da banda, mas tivemos alguns problemas, como a saída do André (Matos, ex-vocalista). Então a gente conseguiu bolar um plano de comemoração do lançamento do “Angels Cry” (1993), que seria o marco do começo da discografia. O resultado foi interessante.
OCP – E o lançamento do primeiro álbum de inéditas, o Fabio Lioni vai estar nos vocais?

Confessori – O lançamento deve acontecer no ano que vem. Sobre o Lioni, eu acredito que sim, só depende dele. A gente acha que vai dar certo, apesar de ter todo o tipo de opinião. Tem quem ache que, independente da nacionalidade, ele canta bem e caracterizou legal. Outros queriam um vocalista brasileiro. A vontade que ele participe existe e tudo indica para isso. No segundo semestre vamos para a gravação, que vai acontecer na Suécia.
OCP – Quais os desafios e transformações que o Angra enfrentou para se manter durante 20 anos?

Confessori – Eu acho que trabalhar em banda é sempre um desafio, são muitas cabeças pensando. O Angra já passou por muitas fases, eu mesmo fiquei fora por 10 anos. Então sei bem que a banda já se reestruturou de uma maneira inacreditável. Hoje, o Kiko (Loureiro, guitarrista) e o Rafael (Bitencourt, guitarrista) representam a banda, e eles sabem fazer isso muito bem. Musicalmente, a banda é a cabeça dos dois. No começo, era o André Matos, até porque o Angra foi construído em cima da banda Viper, como tipo de música que ele queria fazer. Depois, ao chamar todo esse time, deu essa cara, uma mistura de clássico, erudito brasileiro e heavy metal. Agora, a banda está na quinta ou sexta combinação de integrantes, temos uma experiência em mudar. É uma coisa que se vê muito hoje em dia.

OCP – O circuito de aulas ajuda na aproximação com o público de cidades menores?

Confessori – Na verdade, há alguns anos o Angra quase fez um show aí, no bar do Oca (risos). Mas o workshop funciona como uma aula, só que para várias pessoas. Tem dois lados, o da aula, voltado para os bateristas, mas também tem o pessoal que quer saber como é a vida de músico, carreira, pede conselhos sobre como conduzir a banda, querem saber como funciona o trabalho em equipe. É bem informal, tem o bate-papo, sem distância. Curto tanto quanto fazer shows e tocar.

Workshop de bateria com Ricardo Confessori
Quando: Sexta-feira, às 20h
Onde: Blackbird Bar (Rua Domingos Rodrigues da Nova, 264)
Quanto: R$ 20

 

Via OCP Online