Por: André Marques | 3 anos atrás

Em poucas palavras, porque ela é um abrigo perfeito para diversos tipos de bactérias.

De acordo com Esther Angert, Ph.D., “as buchas são higiênicas em um primeiro momento”, para a professora, o que afeta a duração delas é o modo como as conservamos.

Quando você esfrega a bucha na sua pele, todas as células mortas ficam retidas lá, e o mais provável é que a bucha fique dentro do banheiro até o próximo banho.

Células mortas, ambiente úmido, pouca circulação de ar, acho que você já entendeu onde estamos chegando, certo? É isso aí, um paraíso para o surgimento e cultivo de bactérias.

Essas bactérias se alimentam de qualquer matéria orgânica, ou seja, as suas células mortas deixadas na bucha. Casos mais extremos de desleixo podem resultar em problemas perigosos, como uma infecção estafilocócica.

Mas eu não viria até aqui só para te trazer notícias ruins, fique tranquilo. A professora Angert informa que, caso você não queira se livrar da bucha, – por quaisquer que sejam as razões – pode tomar algumas medidas que ajudarão a diminuir o risco dela acabar se tornando uma metrópole bacteriana:

Mas talvez esteja na hora de abrir mão do uso de bucha, de uma vez por todas. “Na realidade, prefiro que meus pacientes não usem bucha, esfregão ou toalha de rosto no banho”, diz Krant.

“A pele precisa ser cuidada com suavidade. As pessoas passam muito tempo fazendo uma higienização excessiva, despindo a pele dos óleos hidratantes naturais e saudáveis que nos impedem de ficar com a pele ressecada, escamada e coçando.”

“Para uma boa higienização, basta usar sabonete líquido comum e as próprias mãos ou então esponjas descartáveis”, finaliza.

via Exame