Por: Sistema Por Acaso | 27/05/2014
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Obras iniciaram em 2002 e devem ser concluídas em 2017
Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS

Além das filas, o atraso das obras de duplicação da BR-101 no Sul do Estado acarreta em prejuízos de até R$ 684 milhões para a economia da região. É o que mostra o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado ontem e que calculou as despesas adicionais com transporte e quanto o PIB estadual é impactado com o atraso da obra até 2017, quando a duplicação deve ser concluída.

Para Ilana Ferreira, analista de políticas  indústria da CNI e integrante da equipe técnica que acompanhou o estudo, um dos grandes vilões para o atraso da obra é a baixa qualidade dos projetos básicos.

— Quando a empresa parte para a realização da obra, se deparava com custos que não estavam previstos. No caso da BR-101, as chuvas abundantes do local também não estavam no planejamento — avalia.

Ela explica que para chegar ao valor do prejuízo em função do atraso, que deveria ter sido entregue até o final de 2012, levou-se em conta dois fatores: as despesas adicionais com transporte e o impacto sobre o PIB da região.

Calcula-se que no período de 2007 a 2017, o custo adicional de transporte devido ao atraso na duplicação e repavimentação da BR-101 entre Palhoça e a divisa com o Rio Grande do Sul será de R$ 202 a R$ 404 milhões. Além disso, o impacto do demora sobre o PIB da região será na ordem de R$ 140 a R$ 280 milhões. Ao todo, o custo econômico do atraso na execução desse projeto está entre R$ 342 milhões e R$ 684 milhões, respectivamente entre 10% e 18% do orçamento do projeto apresentado no 8º balanço do PAC 2.

Além da BR-101, o estudo calculou os prejuízos no atraso das obras do aeroporto de Vitória; do projeto de esgotamento sanitário da bacia do Cocó, em Fortaleza; do projeto de transposição do rio São Francisco; da ferrovia de integração Oeste-Leste, na Bahia e das linhas de transmissão ligando as hidrelétricas do rio Madeira ao sistema interligado nacional. O atraso na execução de seis obras do PAC causa prejuízo de R$ 28 bilhões. O estudo, que será entregue aos candidatos à Presidência da República em julho, mostra que o valor do custo extra seria suficiente para construção de  466 mil casas populares.

A obra da duplicação do trecho sul da BR-101 iniciou em 2002, quando foram licitadas  as obras de ampliação e modernização da ligação rodoviária entre Florianópolis e Osório. No trecho em Santa Catarina, o projeto foi dividido em nove lotes de obras rodoviárias. Os contratos de execução das obras datam do período entre dezembro de 2004 e janeiro de 2006, com os prazos de conclusão das obras nos vários lotes estendendo-se entre dezembro de 2010 e o final de 2012, exceto pelo lote 29, cuja conclusão era prevista para maio de 2014. Ao todo, o valor desses contratos somava R$ 1,6 bilhão. Lançado em 2007, o PAC incorporou a duplicação do trecho Sul da rodovia BR-101.

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