Por: Ricardo Daniel Treis | 7 anos atrás

Lembram da situação que publicamos aqui no dia 25 de junho, da leitora Camila W., que passou por maus momentos por conta de um serviço grosseiro prestado por latoaria da cidade? Do post, além das colaborações na caixa de comentários, também decorreu-se contato do advogado Walmor Alberto Strebe Júnior, que ofereceu-se para auxiliar ela diretamente na ação.

Quem não acompanhou sugerimos ver o primeiro post, para então conferir a orientação e como um caso no perfil apresentado pode solucionar-se. Segue o último email que troquei com a Camila.

Ontem eu fui até o advogado. Ele me explicou o processo certinho, caso resolvêssemos entrar com uma ação contra o latoeiro. O maior dos problemas é que teremos que entrar contra a empresa e contra o latoeiro, pois a empresa foi a contratante do serviço e ela é o único vínculo com a oficina. O processo seguiria mais ou menos da seguinte forma: entramos contra a empresa, alegando que o serviço não ficou bom, pois o dever dela era de entregar o carro no estado em que ele se encontrava antes do acidente, forçando a empresa a entregar como provas os comprovantes de pagamento do carro. Se a empresa não tiver nenhum comprovante do pagamento, ele terá que arcar novamente com os reparos do carro (a princípio com os reparos que faltaram, mas isso dependerá da interpretação do juíz). Se a empresa possuir os comprovantes (que é o que nós esperamos) ela automaticamente repassa a responsabilidade para o latoeiro que terá que arcar com o conserto do carro, só lembrando que não aceitaremos mais os serviços dele, ele terá que assumir o pagamento a um terceiro. O advogado ainda ressaltou que entraremos contra o latoeiro por danos morais, por utilização do veículo sem autorização, pela multa, pela demora e se couber nesse processo a ameaça que ele me fez.

Ele (o advogado) não sabia me dizer com certeza absoluta, se teríamos que entrar eu e o meu pai com a ação, ou somente o meu pai e eu participaria como testemunha. Se eu participar como testemunha, provavelmente o fato de eu quase ter sido espancada não contará em nada para o processo.
Eu ainda não tive oportunidade de sentar e conversar com o meu pai, para decidirmos o que fazer. Eu dependo dele para entrar com o processo, já que o carro é dele e a multa também.

Eis então. Ao que parece, o caso vai ter um final justo, só lamenta-se o incômodo.

Já deixamos na coluna, mas ficam nossos agradecimentos aqui também ao novo amigo, Sr. Walmor, pela prestatividade com um de nossos leitores.