Por: Gabrielle Figueiredo | 3 anos atrás

Segue artigo publicado por Gabriela Bubniak no jornal O Correio do Povo

Desde 2007, a Associação Jaraguaense de Equoterapia (Ajae) realiza trabalho social com base no método terapêutico que utiliza cavalos para promover o desenvolvimento de pessoas com deficiências.

Ao todo, 32 pessoas são atendidas em espaço cedido pela Sociedade Hípica Jaraguá, na BR-280. Sem fins lucrativos, a Ajae busca recursos para instalar tenda coberta e para poder atender os alunos em dias de chuva.

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Foto: Eduardo Montecino/OCP

De acordo com instrutora de equitação, Paula Monteiro, para manter o projeto a Ajae conta com ajuda da comunidade. De 40% a 50% das crianças são patrocinadas por empresas e o restante é pago pelas famílias. “A manutenção do serviço é cara. São três profissionais por sessão, incluindo o material de encilhamento e a manutenção dos cavalos”, comenta. Cada sessão custa em média R$ 100.

“Precisamos de um picadeiro coberto. Em média, 40% das sessões são canceladas devido ao mau tempo”, diz.

Os trabalhos são com pessoas portadoras de deficiências. Segundo a psicóloga do projeto, Antônia Weber, o contato com o cavalo desenvolve equilíbrio, postura, coordenação e força, e proporciona autoestima e controle emocional. “Estar em cima do cavalo representa coragem e cada paciente desenvolve o que está dentro de sua capacidade”, expõe Antônia.

Henrique Antonius, 9 anos, tem paralisia cerebral e participa do projeto há três anos. “É um momento em que ele sai da rotina das atividades em locais fechados. Depoisdas sessões, ele fica calmo, elas fazem muito bem”, diz a mãe, Simone Testoni, 42 anos.

A instrutora Paula acrescenta que o projeto é aberto à comunidade, mas lembra que existe um custo e que a pessoa precisa de atestado médico para começar as sessões. A associação também conta com o projeto “Adote um praticante”, que ajuda a custear o tratamento dos pacientes.

Para saber mais ou interessados em ajudar podem entrar em contato no 3275-3561 ou 9175-4786.