Por: Sistema Por Acaso | 8 anos atrás

Os assassinos do jovem Edenilson dos Reis, 28 anos, morto em um bar no bairro Santa Luzia, na noite de sábado, devem se entregar hoje à Polícia Civil. Na tarde de ontem, o advogado dos suspeitos garantiu ao delegado Adriano Spolaor, que pai e filho irão prestar esclarecimentos sobre o caso. Depois de ouvir os suspeitos, o delegado vai decidir se pedirá a prisão preventiva deles. Os acusados, que não tiveram os nomes divulgados, devem responder por homicídio qualificado, com pena de 12 a 30 anos de prisão. O homicídio teria sido motivado por um desentendimento antigo. O padrasto de Edenilson, Antônio Marcelino Ribeiro, 68 anos, conta que, há cerca de sete meses, um dos suspeitos teria atropelado um tio de Edenilson, que morava na mesma casa que ele, no Santa Luzia. “Acho que ele foi tirar satisfações com os acusados sobre o tratamento, parece que até hoje não eles não pagaram nada”, comentou. Segundo Ribeiro, o suspeito mais jovem, de 28 anos, estaria dirigindo uma motocicleta sem habilitação quando o tio da vítima foi atingido. A dona do bar onde o homicídio aconteceu, Sônia Regina Campregher, 44 anos, conta que, por volta das 15h de sábado, o pai do motociclista envolvido no acidente apareceu no local e Edenilson foi falar com ele. Os dois começaram a brigar e chegaram a se agredir fisicamente e, em seguida, o suspeito foi embora fazendo ameaças. “Eu disse para ele (Edenilson) ir para casa, que eu achava que isso não ia terminar bem, mas ele falou que não tinha medo”, relembrou Sônia. Ela conta que, perto das 20h, o suspeito voltou ao local e atirou contra o peito de Edenilson, que estava em uma mesa jogando baralho. “Ele se levantou para fugir e levou mais um tiro nas costas. Quando ele foi pular o muro, foi atingido de novo”, explicou. Quando o jovem pulou o muro, foi esfaqueado 25 vezes pelo filho do agressor. “Depois disso, escutei mais cinco tiros. Arrancaram até a prótese (dentária) do Edenilson”, comentou.  Os suspeitos fugiram em uma motocicleta verde. A vítima foi levada pelos bombeiros ao Hospital São José, mas morreu perto das 22h.

“Destruíram nossa família”

Edenilson é natural de Marechal Cândido Rondon (PR) e foi enterrado em Campina Grande, também no Paraná, onde estão sepultados alguns parentes. Ele morava no bairro Santa Luzia há cerca de cinco anos e atualmente estava desempregado. Antes, trabalhou como auxiliar de produção. “Foi uma brutalidade o que fizeram com ele. Destruíram nossa família. Espero que justiça seja feita e que os assassinos sejam punidos”, disse o padrasto da vítima. A comunidade do Santa Luzia está chocada com o crime. Segundo Sônia, os agressores de Edenilson nunca foram violentos com ninguém da localidade. “Se me falassem que foram eles que mataram, não acreditaria, mas eu vi tudo. Nunca pensei que isso pudesse acontecer”, lamentou.

Fonte CP .