Por: Max Pires | 6 anos atrás

“Sonhos como muitas costureiras ainda realizam. Costuram sonhos para outras pessoas e nada para si. Absolutamente nada. Atrás da velha máquina de costura às vezes o tempo passa veloz, nalguns dias; em outros muito lentos. Lento como o algodão demora para crescer. Assim é a vida. Por muitos e muitos anos a mesma máquina, o mesmo barulho da máquina costurando. Os mesmos chinelos, os filhos, a casa, marido e muito trabalho. Dias de perdidas lembranças. Nem um vestido de pano rendado para si costurou, mas já não conta mais quantos vestidos fez para as debutantes ficarem mais lindas, as noivas ficarem deslumbrantes, o menino desfilar com a camisa da moda. Costureira de fundo de quinta; ninguém repara nos seus dedos calejados. Calos que não vão desaparecer assim como não vai desaparecer o algodão. Sempre vão estar ali a costureira, a máquina. As flores do algodão crescendo no campo, depois de industrializadas, recebem todas as cores e flores. A costureira recebe em suas mãos o sonho de outros para realizar. No pano vermelho do amor, no branco da pureza, no verde da esperança, o olhar perdido na agulha da máquina, costura fantasia, trabalho e lembranças. Quisera fazer da sua vida poesia”. Marlene da Silveira.

Marlene da Silveira é autodidata, dedicando-se à pintura, à escultura, à cerâmica e à poesia desde 1978. Porém, somente nos últimos 6 anos aprimorou-se na técnica da pintura e escultura. Participou de diversos eventos nacionais e internacionais, como o 5º Salão Elke Hering de Arte Contemporânea, 10º Salão do Mar do Clube Naval, 3ª Mostra Internacional de Mail Art Ciudade de Alcorcon, na Espanha; 2º Congresso Argentino Del Color; 6ª Exposição Internacional de Arte Postal ONU – Portugal; entre outros eventos.
A visitação é gratuita de segunda a sexta-feira 8 às 22 horas e aos sábados das 8 às 13h. A biblioteca está localizada a Rua dos Imigrantes, 500, Vila Rau.

Informações pelos telefones (47) 3275-8253 e 3275-8233.