Por: Ricardo Daniel Treis | 4 anos atrás
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Construção de mandalas é uma possibilidade de tratamento e conhecimento do “eu” interior. Foto: Eduardo Montecino

Quem passa no agitado trânsito da rua João Januário Ayroso, no bairro Jaraguá Esquerdo, mal imagina que existe ali um canto de silêncio e meditação. Em uma viela da lateral da rua está a casa de Luis Fernando Leier, 29 anos. Com um sorriso no rosto e irradiando tranquilidade, ele abre as portas de seu lar para que as pessoas possam passar por uma experiência diferente que envolve meditação, respiração e a terapia por meio da arte. Ele ministra vivências e workshops de mandala, uma ferramenta de autoconhecimento.

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Muitos dizem por aí que “a arte liberta” e ele, mais do que ninguém, afirma isso. Foi através dela, e outras atividades como a técnica de respiração de renascimento, meditação e ioga, que ele transformou e melhorou sua qualidade de vida. “Sou um artista que usa a arte como terapia, mas não necessariamente um arte-terapeuta”, destaca. O processo utilizado por ele coloca a pessoa em contato com ela mesma e tem como processo a criação de mandalas, que depois de formadas são interpretadas. A vivência com mandalas é uma experiência de cerca de duas horas, feita em grupo, onde os interessados aprendem técnicas de respiração, meditação guiada e também como meditar com mandalas. “Elas são ferramentas para trabalhar o ‘olhar para si’. É de livre expressão, sem controle e expressa aquilo que muitas vezes as pessoas não conseguem ver com clareza ou não querem ver, mas tem que aceitar para poder resolver”, comenta.

Desenho de mandala

Ele explica que cada elemento feito nas mandalas, sejam eles círculos, quadrados, triângulo ou qualquer outra forma, assim como as cores, tem um significado. “Conforme a pessoa pinta e desenha, ela começa a ter um espelho do que precisa trabalhar nela mesma”, completa. O método é uma terapia alternativa para as pessoas resolverem bloqueios – em sua maioria internos – e passarem a ter um olhar diferenciado de si mesmo e do mundo. Para elucidar melhor essa questão, ele gosta de utilizar a frase do documentário “Mundos Internos, Mundos Externos” (Inner Worlds Outer Worlds):

“A real crise em nosso mundo não é uma crise social, política ou econômica. Nossa crise é uma crise de consciência. Uma incapacidade de experimentarmos nossa verdadeira natureza. Uma incapacidade de reconhecer essa natureza em todos e todas as coisas”.

Leier acredita que a partir do momento em que as pessoas aceitarem e conhecerem seu “eu” interno, sentirão a diferença e se libertarão de certos conceitos, padrões e traumas.

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Além das mandalas, ele trabalha com meditação e “Respiração de Renascimento”. Ele explica que geralmente são feitas de 10 a 20 sessões individuais de respiração de renascimento integradas com mandalas para que a pessoa crie essa relação, e mergulhe dentro de si.

Matéria por Heloisa Jahn, publicada n’O Correio do Povo, 28 de fevereiro de 2015


Interessados no trabalho de Luís podem conhecer mais acessando seu perfil no Facebook ou a fanpage Mandala Renascimentos.