Por: João Marcos | 4 anos atrás

Esperma congelado de panda, bancos de dados genéticos, ecografias de rinocerontes: o zoo planetário usa técnicas mais modernas para atualizar a Arca de Noé e garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas.

Enquanto muitas espécies somem da face da Terra devido à caça ilegal e ao desaparecimento de seu hábitat, especialistas tentam assegurar, a preço de ouro, sua sobrevivência graças a programas de reprodução de animais em cativeiro.

Estes esforços foram comprometidos quando, nos anos 1970, zoólogos se deram conta de que os bebês girafa e as gazelas concebidas contavam com menos chances de sobreviver porque tinham consanguinidade.

“Isso causou uma revolução nos zoos que se deram conta de que tinham que administrar melhor suas populações de animais em cativeiro”, afirma David Wildt, que chefia o Centro de Sobrevivência de Espécies do Smithsonian National Zoo de Washington.

Hoje, mais de 500 espécies fazem parte de programas especiais de sobrevivência, como os leopardos, os elefantes da Ásia, os furões da América ou os órixes – espécies de antílopes africanos – com chifres em forma de cimitarra, tipo de espada árabe.

Os dados genéticos dos animais em cativeiro são registrados em programas de computador, o que permite aos cientistas escolher o melhor parceiro para um acasalamento e minimizar a consanguinidade. Em alguns casos, esta agência matrimonial online para animais em cativeiro deu bons resultados.

Assim, o elegante órix, declarado extinto na natureza em 2000, após ter sido perseguido e desaparecer de seu habitat, foi reproduzido aos milhares em cativeiro, o que permitiu reintroduzi-lo na natureza, especialmente na Tunísia, comemora o Fundo de Conservação do Saara.

O panda é outro exemplo do “êxito extraordinário” dos esforços de reprodução em cativeiro, afirma David Wildt. A China consegue manter sua própria população de pandas em cativeiro e aluga um certo número dos zoos do mundo. Os biólogos se esforçam ao máximo para que se reproduzam antes de devolvê-los a seus países de origem.

Via Info