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O plenário da Câmara aprovou, em votação única e unânime, a implantação do estacionamento rotativo pago nas ruas centrais de Jaraguá do Sul.

O líder de governo, Ademar Possamai (DEM), comentou que a proposta vinha sendo discutida desde 2006. Citou as reuniões promovidas pela Câmara com os segmentos envolvidos. “Inclusive foi apresentado na noite de terça-feira com mais detalhes, e percebemos da importância, considerando o grande fluxo de veículos e a reclamação dos consumidores, através dos seus órgãos representativos, pela falta de uma disciplina maior na utilização das vagas disponíveis, que são poucas”.

Como presidente da Comissão de Transportes da Casa, Jaime Negherbon (PDMB) saiu em defesa do projeto. Argumentou ser um pleito da comunidade, da CDL e que o comércio está perdendo clientes pela falta de vagas. “Apesar de que não houve audiência pública, conforme a Ujam contestou, meu voto é favorável”, comentou.

O vereador Jean Leutprecht (PC do B) também se manifestou a favor da implantação do estacionamento pago. Contestou a Ujam, que em reunião no começo da semana informou não ter participado da audiência pública realizada em 2007. Segundo ele, Luiz Hirschen, o Luti, era o representante da entidade na ocasião.

“O estacionamento pago é uma necessidade não apenas para o comerciante, mas para o comerciário, pois havendo a rotatividade vai ter mais condições de venda; ao munícipe, que terá mais condição de estacionar, e também vai estimular a compra nos bairros. Essa proposta normatiza e democratiza, até porque existe locais onde o espaço não é cobrado”, justificou Leutprecht.

O vereador também comentou ter conferido in loco sistemas implantados nas cidades de São Bento do Sul, Joinville, Florianópolis e Itajaí, este o modelo mais semelhante a ser adotado em Jaraguá do Sul. Disse ainda ter recebido na tarde que antecedeu a votação a pesquisa de rotatividade exigida por lei, feita ainda na gestão passada. Segundo ele, um conteúdo de mais de 500 páginas, que se aplica nos dias de hoje, uma vez que a realidade só se agrava. 

“Recebemos também, uma situação que condicionamos à votação da proposta, o modelo de edital, que contradiz muito das informações do primeiro edital, que previa 20 anos de concessão, um tempo muito alto. Dez anos, com possibilidade de prorrogação, é mais viável”, declarou.

O vereador Justino da Luz (PT) informou ter conversado com moradores, sindicalistas, o partido e ex-vereadores e que as opiniões se dividem. Mas que decidiu votar favorável, pelas dificuldades para encontradas para estacionar. “Infelizmente a população vai pagar 1,50, mas deixamos um clamor para que o setor de Planejamento busque estudos para ter um sistema de transporte coletivo eficiente, barato, interligando bairro a bairro”, declarou.

Colega de bancada, o vereador Francisco Alves criticou a votação do projeto “no apagar das luzes”, e disse que na última reunião faltou respeito para com a opinião de algumas pessoas.