Por: Misael Freitas | 4 meses atrás

Imagine por um momento que você esteja caminhando por aí e perceba uma fila de pessoas se preparando para entrar em um restaurante ou bar recém-inaugurado… Na hora, a ideia de que você também precisa conhecer aquele lugar viria na cabeça, não é mesmo?

Agora, o que você faria se soubesse que as pessoas foram pagas para formar essa fila e passar a impressão de que o lugar é o novo point da galera? Pois é exatamente essa a ideia do Surkus, um aplicativo norte-americano de crowdcasting que “fabrica” multidões por encomenda.

O aplicativo seleciona pessoas para “lotar” estabelecimentos de acordo com a idade, localização e curtidas no Facebook. Depois de uma pré-seleção, um agente faz as escolhas de quem realmente está apto para formar uma fila em determinado local.

O objetivo do app parece sem sentido, mas é exatamente o efeito de “eu também preciso estar ali” que ele pretende gerar em você. Afinal, quem quer ficar de fora de uma grande novidade no seu bairro ou na sua cidade? Essa é uma nova forma de publicidade que tem causado discussões sobre ética e autenticidade.

A escritora Caroline Thompson, de 27 anos, é uma das pessoas que baixou o aplicativo e foi selecionada para lotar um evento de contadores em Chicago. Segundo ela, cerca de 80% das mulheres que estavam lá, foram pagas pelo aplicativo. Ela recebeu 40 dólares pela presença na festa.

Os responsáveis pelo aplicativo negam que o Surkus crie públicos falsos para festas e inaugurações. Segundo eles, as pessoas que compõem os aglomerados são selecionadas porque possuem gostos que combinam com o perfil do evento.

Por enquanto, a ideia ainda não chegou no Brasil, mas você pode baixar o aplicativo aqui. O Surkus está disponível apenas para Iphones.

Fonte: The Washington Post

Foto destaque: Eliot Kamenitz / The Times Picayune