Por: Sistema Por Acaso | 1 ano atrás

No documento enviado à imprensa na manhã desta quinta-feira, empresário diz que que sem medidas drásticas administração pública ficará inviabilizada.

Veja abaixo o que diz a carta:

Prezados munícipes

Na condição de prefeito de Jaraguá do Sul, venho a público explicar a razão de medidas econômicas que estamos tomando com o objetivo de sanear definitivamente as finanças da Prefeitura de Jaraguá do Sul.

Não são medidas fáceis de tomar, porque têm um custo politico altíssimo ao gestor que se disponha a desafiá-las, mas são necessárias, inclusive para proteger os que no momento se sentem injustiçados.

A perpetuação dessa situação financeira, em um quadro de estagnação econômica, pode levar até mesmo a um efeito cascata, atingindo diretamente os direitos inalienáveis, como a própria folha de pagamento dos servidores e os investimentos em saúde e educação. Tais circunstâncias têm castigado muitos municípios pelo Brasil.

Faremos tudo para que isso jamais venha a ocorrer em nossa amada Jaraguá do Sul.

Hoje a prefeitura tem uma previsão de dívida de R$ 60 milhões, que se não for renegociada, se não for sanada, tornará inviável o futuro da cidade.

A queda da arrecadação não nos permite sequer fazer o mínimo caso não tomemos essas medidas, que estão fracionadas em diversas áreas para que possamos somar no esforço total.

Temos o maior respeito pelos servidores públicos, sem os quais nenhum serviço seria realizado. E se assim não o fosse, não escolheríamos o caminho eletivo para administrar a cidade.

Nosso sonho não apenas seria contemplar os servidores com a valorização da remuneração como criar as melhores condições de trabalho, que hoje estão precárias. E prosseguirão precárias caso não sejam imediatamente feitas correções de rumo.

Isso vale para outras áreas afetadas, como as artes e os esportes. Somos uma cidade de valorização cultural, não queremos mudar isso. Somos uma cidade que valorize os esportes, queremos atletas nos jogos abertos, nos campeonatos nacionais e até mesmo nas Olimpíadas. Mas precisamos fazer um ajuste temporário para nos adequarmos ao futuro.

Seria mais cômodo não atuarmos e deixarmos a bomba estourar nas mãos de algum prefeito no futuro, e ver seus efeitos atingirem todos os que hoje se sentem um pouco prejudicados. Mas eu prefiro que um dia todos digam: fizemos a coisa certa.

Gostaríamos de poder oferecer aos servidores, os que se dedicam com seriedade, muito mais do que recebem hoje. Mas o que pedimos, no momento, é a cooperação de todos para superarmos este momento.

Um grande abraço a todos,

Antídio Lunelli.