Por: Anderson Kreutzfeldt | 3 anos atrás

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Segundo relatos da própria Andressa, a situação mais parecia um filme de terror. Ela saia de seu trabalho na última sexta-feira, 15, quando foi sequestrada e mantida em cárcere privado por seis horas. De acordo com seu testemunho, um casal armado a abordou e a obrigou a dirigir por cerca de meia hora, quando chegaram em um prédio:

“Eles me levaram para um apartamento, onde tinha uma senhora vestida de branco. Ela dizia que ia fazer um negócio no meu olho, algo como ler a íris, não entendi direito. Falou para eu ficar calma que eles iam me levar pra algum lugar, porque eu precisava tomar um chá. Essa senhora recebeu uma entidade e queria me afogar num ofurô que tinha lá. Disse para eu entrar e relaxar um pouco. Eu disse que não ia entrar e, num certo momento, ela ouviu uma voz, acho que foi Deus que falou no ouvido dela. A senhora disse ao casal que era para me libertar.”

Eles queriam me levar para outro lugar, mas uma voz me dizia para não ir. Foi quando eu passei por um carro de polícia e disse a eles que eu poderia parar e contar tudo, mas que não faria isso. Parei um pouco mais à frente e mandei os dois descerem do carro. Gritei: ‘Desce agora!’. Foi coisa de louco. Juro pelo meu filho!

Quando eu cheguei em casa, eu não conseguia dormir. Eu ouvia muitas vozes, espíritos do mal mesmo. Fiquei lendo os salmos a noite inteira. A sensação que eu tinha é que a morte tinha vindo buscar minha alma.

Eu sei quem eles são. Eu lembro deles na minha rede social. Vou apresentar tudo isso pra polícia, porque é muito sério. Vai que eles pegam pessoas para tomar esse chá e as matam? De repente é um grupo ou uma coisa assim. Porque tem pessoas que somem todos os dias”.

Ainda de acordo com Andressa a experiência (embora traumatizante) foi transformadora. Ela trabalha em uma loja de produtos naturais e tinha adquirido hábitos ruins, como o consumo de álcool e o tabagismo: “Hoje sou outra pessoa, depois de tudo isso que aconteceu” – afirma.

Fonte: Pop