Por: Ricardo Daniel Treis | 6 anos atrás

Shelby Clark, fundador do RelayRides, já alugou o seu carro mais de 200 vezes

“Em número crescente, americanos e europeus deixam a velha paixão de lado e alugam os próprios automóveis para desconhecidos via web”. Você conseguiria alugar seu possante para um estranho? Parece uma decisão difícil, mas ao que tudo indica, para os mais jovens isso não é problema.

‘As gerações mais novas têm menos interesse no automóvel. Isso pode ser percebido na queda do número de pedidos de habilitação para guiar e na redução do número de donos de carros entre os jovens’, diz Sven Beiker, diretor executivo do Centro de Pesquisas Automotivas da Universidade de Stanford.

A taxa de jovens fazendo carteira de motorista hoje nos Estados Unidos é de apenas 30%. Na Alemanha, a taxa de homens possuindo veículo caiu 35%. Está rolando o desapego, e um novo modelo de negócio começa a ganhar força.

O Brasil e outra nações em desenvolvimento, como China e Rússia, onde a venda de veículos dispara, podem estranhar essa história. Mas nos Estados Unidos e em partes da Europa, é crescente o número de pessoas que não se incomoda em alugar o próprio carro a um desconhecido, prática equivalente ao sacrilégio no passado. Do outro lado do balcão, há gente que não se importa em abrir mão de um sonho antes imperativo, o de possuir um automóvel, preferindo a locação esporádica. ‘Compartilhar é uma ação cada vez mais aceita e, em alguns lugares, até mais apreciada do que possuir’.

E afinal, pra quê torrar tanta grana num carro? Sobra muito mais para torrar em outros desejos de consumo, certo? Continuem lendo essa matéria da Veja, há um interessantíssimo estudo sobre comportamento contemporâneo por trás.