Por: Ariston Sal Junior | 07/07/2014
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Abaixo reproduzo matéria publicada na editoria de saúde do site Uol.

O cocô pode ser considerado um assunto engraçado, desagradável ou tabu, mas na verdade ele deveria ser levado mais a sério. O aspecto das fezes – sua cor, forma e consistência – pode refletir a qualidade da alimentação, indicar falta de vitaminas e proteínas, e até mesmo alertar para a presença de alguma doença. Por isso, prestar atenção nas fezes pode ser tão útil quanto checar a temperatura corporal ou a pressão sanguínea.

“Considerando que saúde não é apenas a ausência de doenças, mas sim a contínua sensação de bem-estar, podemos afirmar que saúde intestinal é fundamental para a saúde de todos os outros órgãos”, aponta Fernando Gomes Romeiro, professor de Gastroenterologia do Departamento de Clínica Médica na Faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). Isso fica evidente quando há algum problema no intestino: pessoas com o intestino doente geralmente apresentam mudanças, inclusive de humor e de personalidade. Isso acontece porque é no intestino que temos a maior concentração de neurônios fora do sistema nervoso central –o que explica a dificuldade em manter qualquer sensação de bem-estar sem a saúde intestinal.

Por ser um assunto que a maioria das pessoas não se sente muito à vontade para discutir, não é raro que o problema cresça até ficar mais grave. “Se não conversamos sobre isso com quem gostamos, fica mais difícil falar com quem não conhecemos, então é comum que as pessoas sofram sozinhas com o problema”, diz o gastroenterologista Fernando Romeiro. O preconceito ou a vergonha acabam se somando ao desconhecimento da extensão de consequências que um intestino afetado pode causar. “Problemas intestinais podem afetar pele, cabelos, unhas, sangue, fígado, estômago e praticamente qualquer outro órgão”, diz Romeiro. “Por isso o diálogo sobre esse assunto sempre deve ser estimulado.”

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