Por: Ricardo Daniel Treis | 7 anos atrás

Encerra-se a questão. Agora a instituição vai cobrar seus direitos quanto ao contrato para ressarcimentos. Segue matéria do AN.

O impasse entre a Associação Jaraguaense dos Deficientes Físicos (Ajadefi) e o Hospital São José, de Jaraguá do Sul, parece ter chegado ao fim. Ontem, às 12 horas, os funcionários que ainda permaneciam no local deixaram a guarita e encerraram as atividades depois de 14 anos.

O compromisso foi firmado em notificação feita pela associação e registrada em cartório dizendo que deixaria administração do estacionamento dia 29. “Eles firmaram novo acordo. Desta vez, em documento”, confirmou o administrador do hospital, Maurício Souto Maior.

O assessor jurídico da Ajadefi, Alcides Cardoso, assinou a notificação. “Notificamos via cartório que o contrato foi rescindido por parte do hospital antes do vencimento. Fizemos isso para evitar mais humilhação para nossos associados”, conta Cardoso.

Agora, a associação vai resolver o caso na Justiça. “Pretendemos ir atrás das perdas causadas por essa decisão”, afirma.

Para Souto Maior, o contrato de prestação de serviço foi descumprido pela associação com a falta de pagamento do aluguel e de prestação de contas da aplicação do dinheiro. “O conselho de administração do hospital entendeu que o contrato estava sendo descumprido e que precisava melhorar o serviço, por isso, vamos administrar o estacionamento”, ressalta Souto Maior.

Sobre a recomendação de que os motoristas não precisavam pagar para usar o local mesmo com a Ajadefi fazendo a cobrança e o desvio para a rua Frederico Bartel, Souto Maior diz que a decisão foi tomada para seguir o cronograma das obras a partir do anúncio da Ajadefi de que sairia do local no dia 14 de junho.

“Estamos mudando o piso e é uma obra complicada porque, além de ser ao ar livre, tem de ser feita aos poucos. Não foi uma afronta. Respeitamos a Ajadefi”, diz o administrador.

Para a associação, a decisão de isentar o motorista do pagamento pelo uso da área e desviar o trânsito foi, sim, uma atitude constrangedora. “Nossos associados estavam passando por humilhação enquanto tentavam cobrar o estacionamento. Para evitar esse desrespeito é que decidimos sair”, avalia Cardoso.