Por: Ricardo Daniel Treis | 18/11/2010

Fato conhecido, nosso terminal rodoviário urbano é um pusta dum gueto. Avós, estudantes, trabalhadores e donas de casa compartilham o espaço com mendigos, traficantes, ladrões e prostitutas.

O Comandante do 14º BPM, em entrevista, comentou que o intenso movimento do local motiva a escória a permanecer, apesar das rondas e dos flagrantes feitos pelo sistema de vigilância eletrônica. Ele sugere uma revitalização do espaço como solução.

Em resposta, nosso secretário de Planejamento Urbano responde:

O terminal é muito pequeno. Não tem como construir ou reformar. 

Concluo que já estudaram isso então. Certamente um urbanista ou um técnico fez cálculos e tudo mais, e é absolutamente inviável qualquer obra no local. Bom, sendo assim, continua.

Vamos voltar ao assunto somente no ano que vem. Quando a prefeita (Cecília Konell) irá decidir o que fazer. Se reformar e ampliar, ou construir um novo. Mas dá para afirmar que, no início do ano, queremos revitalizar a Praça do Expedicionário. Vamos colocar novos bancos, deixar a área mais aberta e com mais luminosidade.

Voltar ao assunto ano que vem? Daonde isso? Senhores, OS PROBLEMAS DA CIDADE NÃO TIRAM FÉRIAS. 

Me alivia que a prefeita pode fazer uma obra fantástica decorrente disso, mas se “dá para afirmar que queremos revitalizar a Praça do Expedicionário”, porque não presentear a população com um pouco mais de segurança nesse fim de ano, e aplicar algumas coisas agora? 

Postes, lâmpadas, poda da vegetação, um vigia… Creio que não seja inacessível nem muito complexo executar algo desse nível.

Fica a sugestão, um pouco mais de agilidade, por favor.


Matéria do AN com a entrevista.