Por: Sistema Por Acaso | 4 anos atrás

Começou hoje, às 9h, em Joinville, o julgamento de Leandro Emilio da Silva Soares, de 27 anos, acusado de matar, estuprar e esquartejar a estudante Mara Tayana Decker, de 19 anos. A jovem foi encontrada morta, no dia 1 de maio deste ano, na casa do suspeito, no bairro Guanabara.

Uma mensagem em uma rede social de Mara deixa bem claro o desejo de familiares e amigos da vitima, que é natural de Guaramirim. “Esse crime não pode e não vai ficar impune, se Deus quiser pagará aqui e lá no céu também, e que isso sirva de exemplo para muitas jovens que estão por aí”, diz a postagem mais recente da mãe de Mara, Luiza Ribeiro.

Familiares e amigos estão organizando uma manifestação pública, diante do Fórum, com cartazes e camisas com a foto de Mara Decker, pedindo pena máxima para o acusado, que responde por homicídio quadruplamente qualificado. Leandro Emilio da Silva Soares confessou a autoria do crime e está preso desde o dia 5 de maio.

O júri popular, mediado pela juíza Karen Francis Schubert Reimer, terá como promotor Ricardo Paladino, e o advogado da família Decker, Kolves Fernando Comelli Leite, auxiliará a acusação. O Tribunal deve ouvir os depoimentos de 12 testemunhas de acusação e quatro de defesa.

O criminalista de Joinville Antônio Luiz Lavarda, que neste caso atua como defensor público, tem como missão defender Leandro Soares da acusação da autoria de quatro crimes: homicídio quadruplamente qualificado, estupro de vulnerável, cárcere privado e ocultação de cadáver. O destino do réu estará nas mãos dos sete jurados sorteados para o caso. Se condenado com a pena máxima para cada crime, a sentença de Leandro Soares pode chegar a quase 60 anos de prisão.

O crime

Mara teria conhecido Leandro Soares em uma casa noturna na Via Gastronômica, em Joinville, na madrugada do dia 1 de maio. Ela teria acompanhado o acusado em um táxi até a casa dele, no Bairro Guanabara. Lá, Leandro teria amarrado e estuprado a vítima, matando-a por asfixia, usando uma corda.

A seguir, tentou esquartejar o corpo, para esconder o cadáver em uma mala, mas desistiu. O local onde estava o corpo de Mara Decker foi indicado pela mãe de Leandro Soares, Maria Helena. A mãe diz que ele ligou na manhã do dia 3 de maio e confessou ter matado uma pessoa. Maria Helena procurou a polícia e avisou onde estava o corpo, autorizando a entrada na casa, onde o corpo de Mara Decker foi encontrado. O acusado confessou ter matado a estudante, mas nega ter cometido estupro.

Via OCP Online.