Por: Isah Sanson | 6 anos atrás

Pros leitores mais bonitos da cidade que sentiram falta da minha coluninha sagrada de quarta-feira, eis um novo novo post da série. E o assunto hoje é papo reto!

Tatuagem boa custa caro. Remoção custa mais ainda. Coloque isso na sua cabeça antes de fazer uma tatuagem. Até porque o objetivo de uma tatuagem é que seja eterna, então é bom que seja muuuito bem pensada.

Mas para quem já cogitou a ideia ou já se perguntou sobre a remoção, vamolá, vamolá.

Pra quem fez uma tatuagem “nas coxas” ou com algum significado que já não vale mais, o post já parte de má notícia: pouquíssimos cirurgiões garantem a remoção completa da tattoo. A boa é que a técnica evoluiu muito (muito mesmo).

Antes do uso do laser se tornar comum (final da década de 80) retirar tatuagens era uma atitude só para os mais corajosos. Isso porque a técnica consistia no uso de uma ou mais cirurgias geralmente dolorosas e que induziam a formação de cicatrizes. Existiram várias maneiras de remoção antes de chegar ao laser. As mais comuns foram:

– Dermabrasão, em que a pele era “lixada” para remover as camadas intermediárias e superficiais;

– Criocirurgia, em que se congelava a região antes de sua remoção;

– E a excisão, onde o dermatologista removia a tatuagem com bisturi e fechava o ferimento com pontos.

O laser se tornou o tratamento padrão para remoção de tatuagens, porque ele proporciona uma alternativa de baixo risco e sem sangramento, com efeitos colaterais mínimos. Os pacientes podem ou não precisar de anestesia, mas não há necessidade de internação. Apenas são necessários intervalos de três semanas entre as sessões, para permitir que os resíduos do pigmento sejam absorvidos pelo corpo. Durante esse tempo, é preciso cuidado máximo e paciência com casquinhas, pomadas e curativos.

O laser produz luz intensa que passa pelas camadas superiores da pele sem causar danos (pelo menos que sejam conhecidos até então) e são absorvidos pelo pigmento da tatuagem. Essa energia faz com que o pigmento da tatuagem se fragmente em partículas menores que são então expelidas pelo sistema imunológico. Ou seja: dói. Quem já fez descreve a dor como respingos de gordura quente.

Dá uma olhadinha no vídeo pra sentir o drama:

Outra má notícia é que o tipo de laser usado para remover tatuagens depende das cores dos pigmentos usados, sendo as cores amarelo e verde mais difíceis para remover (azul e preto são as mais fáceis). Nem sempre é possível apagar totalmente o desenho, porque isso também depende de cores, qualidade da tinta utilizada, cuidados após o tratamento e a reação imunológica da pessoa.

Após o tratamento, é preciso aplicar uma pomada antibacteriana e um curativo no local, que deve ser mantido limpo com aplicação contínua da pomada, seguindo as instruções médicas.

Então, cara pálida, melhor ter certeza antes de rabiscar a pele, porque apagar essa marca depois acaba saindo caro (além de ser doloroso e poder não sair totalmente). Ainda sou da opinião que se for feita por um bom profissional e tiver qualidade, mesmo que você passe a não gostar mais do desenho, não tem necessidade de remover. Isso porque em algum momento você gostou daquela tattoo e ela faz parte da sua história. Mas aí se você fez uma tatuagem com um “vizinho do primo do meu amigo”, na cadeia loucura, ou do nome da (o) namorada (o)… Só lamento. É possível fazer a remoção ou cobrir com um novo desenho, e boa sorte!