Por: Isah Sanson | 7 anos atrás

Uma das coisas que mais ouço quando pedem pra olhar alguma das minhas tatuagens é: – Doeu? Qual delas mais doeu?

A resposta é óbvia. Tatuagem dói. Arde. Coça. Descasca.
Por quê? Porque é um procedimento semelhante ao de um ferimento, onde agulhas saem e entram em média, de 80 a 150 vezes por segundo na pele. Mas o quanto dói, depende de muitos fatores.

A percepção de dor é algo muito pessoal. O que dói em uma pessoa pode ser prazeroso para outra (vide caso dos masoquistas). Reza a lenda que as mulheres que já deram a luz também tem outro nível de percepção de dor, e que pra elas a tatuagem é algo praticamente indolor.
Outras coisas também interferem no nível de dor, como o nível de domínio de técnica do tatuador, tamanho do desenho e também o local que será rabiscado.

Os lugares com maior probabilidade de dor são os lugares normalmente mais sensíveis, onde a pele é mais fina ou os ossos são mais aparentes. Pra quem está pensando em fazer a primeira tatuagem, vale a pena dar uma repensada no lugar e começar por um local onde a sensibilidade seja menor, para não correr o risco de se assustar com a dor e não querer terminar a tatuagem. Dá uma olhada na lista:

  • Órgãos genitais ou próximo dos mesmos
  • Interior da coxa
  • Peito dos Pés
  • Mãos
  • Costelas
  • Peito
  • Cabeça
  • Rosto
  • Pescoço
  • Axilas

Uma dica bacana para ter uma noção da sua sensibilidade é fazer uma simples experiência: peça pra alguém beliscar o seu braço e depois a parte de cima do pé, ou interior da coxa (ou qualquer outro lugar que pense em tatuar). Entre braço e pé, o normal é que a parte superior do pé tenha sensibilidade maior. É uma regra geral, as zonas com mais músculo e/ou gordura doem beeeeem menos que aquelas partes do corpo com uma alta concentração de nervos, ossos ou zonas erógenas.

Também existem lugares que os próprios tatuadores desaconselham: caso dos cotovelos, pés, joelhos e dobras dos dedos das mãos, porque há maior probabilidade da tatuagem “estragar”, por serem zonas propícias a rugas que podem “desfigurar” a tatuagem com o tempo.

Mas é claro que vale usar a frase de Pearl Harbor, que diz que “A dor é passageira, mas a glória é eterna.” No caso, não só a glória de ter “suportado a dor”, mas a beleza do desenho e a grandeza do significado que ele tem pra cada um. Além disso, quando você começa a pensar desta forma, a dor é substituída por endorfina e começa a ficar completamente tolerável.

Eu que sou bem mulherzinha nesse quesito, posso afirmar que a é completamente tolerável e que depois de feita a primeira, mesmo que tenha sido dolorida, sempre dá vontade de fazer mais uma.

Agora, respondendo as perguntas que deram início ao post: dói sim, e a que mais doeu foi essa das costelas, mesmo não sendo tão grande. A intenção, inclusive, é aumentar essa também.

Vejam algumas tattoos feitas nas áreas mais sensíveis: