Por: Isah Sanson | 19/04/2012

Fonte da foto: http://revistatpm.uol.com.br/

Algumas cicatrizes não têm jeito: ficam ali marcadas para nos lembrar de um episódio de nossas vidas. Porém, na maioria das situações, elas não remetem a um acontecimento bom. Isso sem mencionar que algumas são em lugares aparentes, causando desconforto para os mais vaidosos.

Por esses motivos, tatuagens de coberturas são frequentes. As mais comuns são cobertura da marca da cesariana ou de cirurgia de próteses mamárias (silicone, oi), mas também existem outros casos, onde as tatuagens são utilizadas até mesmo como forma de camuflar estrias.

Antigamente a prática era menos comum, pois os tatuadores tinham receio em tatuar sobre cicatrizes por não saberem como seria o efeito da tinta na pele cicatrizada a médio e curto prazo. Como algumas pessoas insistiam na experiência para se livrarem da marca indesejada, a técnica foi testada e aprimorada nessas cobaias voluntárias.

Graças à essas cobaias a técnica evoluiu e hoje pode ser praticada com tranquilidade, mas outra coisa que precisa ser esclarecida: a tatuagem disfarça a cicatriz. Nem sempre é possível escondê-la totalmente, algumas vezes por ter formação de queloide, outras por ser uma cicatriz impossível de tatuar, pela pele não absorver o pigmento, etc. Existem casos onde a tatuagem disfarça tão bem que a marca fica praticamente imperceptível. Por isso é preciso verificar antes se há possibilidade de tatuar. Em alguns casos é preciso consultar também o dermatologista, mas na maioria dos casos é possível fazer a tatuagem corretiva.

A principal condição para tatuar sobre a cicatriz é que ela tenha no mínimo doze meses. Quanto mais antiga melhor o resultado. Nos casos onde a cicatriz possui queloides aparentes, a experiência do profissional é fundamental, pois o tatuador pode aproveitar o relevo da pele para dar forma tridimensional ao desenho.

A cor preta é que tem melhor aderência nesses casos. Também é possível fazer uma tatuagem colorida, mas como a pigmentação ocorre de forma diferente na pele onde há uma cicatriz, em alguns casos é preciso fazer manutenção periódica para que a cor seja mantida.  O tempo médio de retoque para esses casos é de 1 ou 2 anos.

Sendo uma pele nova, onde os nervos estão mais próximos da superfície, a sensibilidade é maior. Logo, dói mais. Quanto a mais não dá pra mencionar, já que sensibilidade é uma coisa muito particular. Já os cuidados após o procedimento são os mesmos de uma tatuagem comum: pomada, sabonete neutro, cuidados com o sol, piscina, etc.

Vale dar um recado para as mulheres, que são as maiores adeptas da tattoo como cobertura de cicatrizes: na barriga é preciso tomar muuuuito cuidado, pois há a possibilidade de a tattoo deformar caso a pele não seja bem hidratada durante a gravidez ou um regime. Como é um lugar onde a pele tende a variar muito durante a vida, ainda mais no sexo feminino onde o “efeito sanfona” é constante, a tatuagem pode esticar, ou pior: esticar e depois enrugar. Vish!

Algumas pessoas usam da criatividade para “valorizar” a cicatriz com a tatuagem, o que dá um ar mais divertido para a arte. Em ambos os casos, o que vale é que a pessoa não se sinta mais constrangida.