Por: Cláudio Costa | 01/10/2015

Post publicado originalmente em 1 de outubro de 2015

Há algum tempo atrás virou moda ter uma camiseta do Ramones no armário, o que tornou banal a logomarca da banda formada inicialmente por Joey, Johnny e Dee Dee Ramone. Mas em Jaraguá do Sul há um pessoal que leva a sério a fina arte de estampar logos e desenhos de bandas de rock famosas em peças de roupa. A Brutal Wear detém os royalties de bandas como Beatles, AC/DC, Foo Fighters, Matanza, Angra e outros grandes nomes do rock nacional e internacional.

Segundo Gustavo Ronchi, 22 anos, administrador da Brutal Wear, os direitos de imagem utilizados nas camisetas são comprados da Live Nation – empresa que detém os direitos de imagem de diversas bandas, de Taylor Swift a KORN. Os direitos também são comprados diretamente com as bandas.

“Produzimos peças do Matanza, por exemplo, e elas têm muito sucesso porque são vendidas diretamente pela banda”, comenta Ronchi.

De acordo com o administrador, um produto licenciado dá mais credibilidade para a marca dentro do mercado.

(Foto: Cláudio Costa/Por Acaso)

Foo Fighters, Nirvana, Beatles, Matanza, Creedence e muitos outros grandes nomes dos palcos fazem parte do repertório da Brutal Wear. Foto: Cláudio Costa/Por Acaso)

Ao todo, de 12% a 15% do lucro com as peças são revertidos em royalties. “Encaramos a compra do licenciamento como um investimento”, ressalta Ronchi. Além do pagamento pela permissão, há o cuidado com a qualidade do produto. As bandas exigem que sejam empregados bons materiais em todo o processo de fabricação. Isso faz com que as peças fiquem caras e a concorrência com empresas que não pagam os direitos e utilizam materiais de primeira seja desleal. “No Brasil, praticamente ninguém tem licença. Não há fiscalização”, reitera.

A Brutal Wear tem 25 anos de funcionamento e trabalha há 12 anos com produtos licenciados. Atualmente, o foco da produção é direcionado aos lojistas e a venda para o grande público é feita em festivais, mas um site para venda direta está em fase de criação.

“Conseguimos entregar um pedido em apenas uma semana e isso nos dá uma grande vantagem. O concorrente leva cerca de um mês para fazer o mesmo serviço”, revela Ronchi.

Em um mês com muitos pedidos, são fabricadas aproximadamente 5 mil peças.

Foto: Divulgação

Paulo Ronchi, proprietário da empresa

Deter o licenciamento de grandes bandas também rende bons negócios. As camisetas vendidas pelo Angra no Rock in Rio 2015 foram inteiramente fabricadas pela Brutal Wear. “A vinda do Creedence ao Brasil foi confirmada neste ano. Nós vamos confeccionar todas as peças vendidas na turnê brasileira”, conta. E como este é apenas um dos exemplos, vale até você dar uma olhada na etiqueta da última peça que comprou de sua banda favorita… Certamente ela pode ter sido feita em Jaraguá do Sul.