Por: Sistema Por Acaso | 3 anos atrás

broxada

Na mesa do boteco testosterônica foi feito o desafio para que se escrevesse acerca da fragilidade masculina na hora do sexo: a broxada! Aconteceu depois de alguns baldinhos de cerveja e após passar os estágios ‘conversativos’ de elogiar mulheres, contar vantagens sobre conquistas amorosas, habilidades no volante, viagens fantásticas, entre outras mentiras e enfim, chegamos na etapa da sinceridade, ou melhor, do ‘sincericídio’. Falamos acerca dos problemas de ignição mesmo, do ato nem iniciado e seus possíveis motivos eventuais, afinal nenhum de nós era urologista para falar sobre as patologias:

  • A mulher muito gata/gostosa: ficar sonhando e endeusando demais uma mulher mexe com a cabeça do sujeito e ele pode ter dificuldades quando estiver frente a frente e a sós com ela, cobrando de si mesmo uma performance proporcional ao seu desejo. Na maioria das vezes a guria nem estava pensando em sexo de filme.
  • O sujeito está pulando a cerca: fatalmente o cara vai lembrar da sua oficial enquanto estiver com a outra – o que deveria ter acontecido instantes antes dele marcar o encontro. Vai pensar que a oficial nunca faria isso com ele, pois na mente do homem a mulher dele é ‘a santa’. E se ‘a santa’ foi no encerramento da firma, a pressão do relógio enquanto ele está com a periguete pode derrubá-lo.
  • A guria que está com o cara é comprometida: o namorado dela pode estar em Amsterdam e o casalzinho adúltero no bairro João Pessoa, mas qualquer barulho de grilo pode desconcentrá-lo. Geralmente a preocupação é proporcional ao tamanho do traído, ou relativa à profissão dele como policial, investigador, lutador de MMA ou quarto-zagueiro, por exemplo.
  • Parceira muito pró-ativa: por algum motivo psicológico externo qualquer o sujeito pode ter demora na ereção e a parceira, na tentativa bem intencionada de ajudar, acaba sem perceber, pressionando ainda mais o cabra, por exemplo, jogando-se em cima dele, tendo este que vencer a inércia natural somada a da parceira. Se ela for pouco pró-ativa também pode complicar.
  • Preservativo derrubador: é mais comum do que se imagina, o problema masculino com a camisinha, funcionando como um azulzinho ao contrário. O sujeito coloca o preservativo e a casa cai literalmente. Algumas parceiras acham que os problemas estão nelas ou com elas. Nada disso.

Depois das teorias veio a pergunta “Qual é o maior constrangimento: falhar na cama ou ser traído?”. Ser traído é muito pior! Afinal você perdeu para outro cara e não para você mesmo. A traição lhe dá notoriedade pública e a disfunção momentânea pode ficar entre quatro paredes.

Fica a menção honrosa aquela mulher que independe do motivo da falha do homem, lhe dá outra oportunidade, pois antes do desejo sexual dela e de alguma possível tara com ele, esta mulher está dando uma demonstração de humanidade.

Parafraseando o Millôr: Só os imbecis acham que o sexo é um ato físico.

MARCELO LAMAS, é escritor, colunista do PorAcaso.com e da FolhaSC. Autor de “Mulheres Casadas têm Cheiro de Pólvora” e “Arrumadinhas”.
marcelolamas@globo.com