Por: Ricardo Daniel Treis | 4 anos atrás

Quem nunca ouviu falar ou não compartilhou uma dessas histórias? Lembramos de cinco, mas se tiver alguma pra contribuir, joga ai na caixa de comentários!

Seguem por ordem “meio que” cronológica:

5 – O fantasma do Angeloni

angeloni
Huehuaheuhauea, essa eu vi nascer, crescer e minguar. Tudo começou com uma publicação correndo solta no Facebook lá em 2012:

Assim… na hora de fechar o mercado… os seguranças fazem uma ronda pra ver se o mercado ta vazio.. ae, no hortifruti o guardinha viu uma loira de costas… chegou, bateu no ombro dela, quando virou ela tava toda desfigurada…. um tempo… dps, essa mesma loira, tava deitada na porta do vestiário e dois seguranças foram virar ela, e o rosto tava todo desfigurado tbem, com sangue… um desmaiou e outro saiu correndo!!! Segundo falam, essas imagens estão gravadas pelas cameras de segurança! Aparece a loira no horti fruti e na porta do vestiario. Dps disso ela simplesmente some! Vai saber né!

Não bastando o vuco-vuco que rolou, apareceu essa outra logo depois:

Então… Um policial que faz pós com minha mae contou assim. Madrugada fica 4 seguranças a noite la e viram na TV que tinha uma mulher sentada na cadeira girando eles se chamaram pelo radio e foram verificar. A mulher saiu andando e se abaixou atras de um palanque. Eles foram atrás com arma e mandaram ela se virar, quando se virou, era um demonio. Os 4 sairam correndo e pediram a conta. O policial falo que os 4 foram interrogados e estavam em pânico.

Dias de glória para o sensacionalismo na timeline local…

Eu tinha até feito uma montagem na época. Concepção artística, ‘sacomé:

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Hoje, susto mesmo, só quando o cara vê o preço do ovo de Páscoa.

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4 – A Arena vai explodir!

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Concepção artística – copyright Ricardo Daniel Treis

Lembram do bafafá? Como a Arena foi construída sobre o antigo lixão, havia a paranóia que o trabalho de engenharia executado não seria suficiente para queima e liberação de gases, e que o negócio ia arrebentar numa bolha de fogo. Um dia rolou acidente lá dentro, dai a coisa desandou… Lembrando o fato com detalhes, segue trecho de matéria do Correio do Povo:

“A sala fechada embaixo da escada, que funcionava como depósito no piso térreo da Arena Jaraguá, não tinha energia elétrica. Assim, antes de entrar no local, o funcionário de uma empresa de bebidas resolveu acender um isqueiro para ter pelo menos uma fonte de luz – e acabou com queimaduras sérias no corpo que lhe renderam algumas semanas na UTI. O motivo encontrado, na ocasião, foi um botijão de gás com indícios de vazamento, que ainda atingiu – embora com menor gravidade – outros dois funcionários da mesma empresa.”

A ocorrência foi registrada no início da terceira semana de julho de 2007 – apenas dois meses depois da inauguração do espaço. Quem resolveu a treta foi a Defesa Civil, que fez perícia e emitiu laudo dizendo que estava tudo ok. Agora pergunta se o povo acreditou…

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3 – O Big Bowlling vai cair!

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“Vai pro chão galera!” #nope

Só desgraça, hein? Mas essa também foi famosa. Eu trabalhava no Big na época desse boato, e vou contar, foi dose… Até minha mãe falava que eu não devia mais ir nas festas.

Factualmente, de um lado tínhamos dados de engenheiros, do outro, o piso que balançava que nem pista de xaxado quando a casa estava socada. Negócio é que se o piso não trabalhasse, dai que partia ao meio. O principal reforço ao boato havia partido – dizem – dos funcionários do supermercado, que ficava logo abaixo. Padeirada dizia que depois de noite de festa tinham que varrer o assoalho por conta de caco e farelo de cimento. Dai é phoda.

O que sei é que se fosse pro Big ter rachado ao meio, teria sido nesse dia aqui:

Big-Bowling-2Na história da casa, Titãs foi o evento com recorde absoluto de público, bilheteria zerada. Zé (o dono) até trouxe mesas de Joinville pra dar conta da demanda…

Eu assisti o show de cima de uma cadeira. E num lugar seguro. #hue

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2 – A casa giratória dos Kohlbach
casa03Desde moleque tenho esse fato em mente…

O boato até tinha fundamento, já que a casa era redonda, cravada num morro e os donos, bem… Eles tinham uma fábrica de motores. E mais: qualquer um que conheça sêo Bibe Kohlbach não nega que “até dava, né?”.

Mas não.

Quando fui trabalhar na KWB acho que essa foi uma das primeiras coisas que perguntei pra Kátia (Kohlbach) quando pude, mas a realidade veio como sempre: sem graça.

Verdade que a casa é redonda:
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Mas só pela metade:

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#fuééé

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1 – O túnel que liga o Colégio São Luís com o Divina Providência

tunelo

Esta é apenas a foto de um túnel qualquer, sei lá onde

De boas, não vou atualizar nomes porque é assim que essas fantásticas edificações sempre serão chamadas no meu coração (ownnn).

Botei em primeiro lugar esse boato porque, provavelmente, é o principal da cidade. Fato comentado até hoje, segundo Sr. Adolar Bertoli ele já era assunto de conversa em 1954! Outro leitor que contribuiu com fatos foi Bruna Alflen:

“Minha mãe disse que não sabe de nada sobre o túnel, só que era um assunto proibido e ninguém podia falar dele perto das freiras. Segundo ela, a igreja dizia que a passagem saia do São Luís para o Divina, e era pra ser um abrigo durante a Segunda Guerra, um refúgio para os alunos.”

E essa é a versão da história que todos ouvimos, certo? Agora a pérola vem a seguir, com o depoimento de August Caglioni. O cara foi lá e fez o que todo mundo que estudou nesses colégios sempre teve vontade: invadir o suposto local!

Segue a conversa dele com a Tita:

August:
Estudei no Divina Providência desde a primeira série do primário, iniciando os estudos no ano de 1980. A história e lenda sobre o túnel já corria no colégio sim. Muito me atraía essa história, ainda mais com os anos passando. Quando estava na oitava série eu e outros colegas resolvemos desvendar. A suposta entrada sabíamos onde ficava, porém havia uma porta e uma grade cadeada.

Em algumas oportunidades perguntava para as freiras (Irmã Odete, Irmã Cilézia que morreu com mais de 100 anos e foi outra lenda ali), e elas me respondiam que não tinha nada ali, que era um depósito de coisas velhas. Um dia tomamos coragem e planejamos a entrada… Trouxe lanterna de casa e tudo, estouramos o cadeado e entramos. A princípio muita teia de aranha e poeira… Nas laterais haviam pequenas salas, porém a altura baixa nos fez perceber que parecia ser uma obra antiga, nunca concluída. Posso até lembrar o cheiro…

Fomos até o final. Tinha apenas alguns metros, e depois uma parede impedia a passagem. Acredito que ali era realmente o ponto final, e que não foi construída a parede como barreira. Encontramos o que as freiras falavam que tinha lá: coisas velhas.

Tita Pretti:
E onde ficava a suposta entrada?

August:
Ficava do lado de fora, ao lado do bicicletário, que na época era a frente da capelinha. Tinha duas portas lá, uma era o bicicletário e a outra o suposto túnel. Nem sentido faria dizer que ligava a outra escola pois seria em sentido oposto, mas vai que tinha uma curva la dentro né… Hahaha.

Essa era uma lenda bem legal na época, tanto que mesmo depois que entramos e desvendamos, não estragamos ela. Deixamos guardada pra nós. Pode ser que existisse outro “túnel”, mas desse não fiquei sabendo.

Wooooooooooot, grande história!

Como aluno do São Luís, boto o outro “lado” da história (rá!). Fui até o tal túnel também, e a descrição do lugar é a mesma dada pelo Caglioni: um lugar baixo, estreito, cheio de bagulhos e empoeirado, também fechado alguns poucos metros à frente.

Dou o seguinte palpite: fosse verídico, a julgar pelo nível onde a entrada se encontrava, o túnel seria facilmente encontrado quando fizeram a fundação do Lojão Torres ou qualquer outra daquelas obras ali… Outro, e mais importante fato: a tal entrada ficava na ala direita do colégio! Se fossem construir um túnel, pra que escavar toda extensão do prédio? Por lógica, a entrada teria que ser na ala esquerda, não?

Na linha Mythbusters, fica com um “plausível”.

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BÔNUS ROUND!
Só pra fechar, vai a maior lenda contemporânea de Jaraguá:
O NOVO TERMINAL URBANO!

Todo mundo já ouviu falar dele, mas nunca viram nada, huehuaheuhauehaueuaeua.


Ademais, tem história boa que ficou de fora? Compartilha ai na caixa!