Por: Gabriela Bubniak | 30/05/2014

Quem é que não se entristeceu ao saber da morte da jovem jaraguaense Mayara Stinghen, de 22 anos, em acidente que aconteceu nesse domingo, dia 29? Ela estava no banco de trás do veículo que capotou na BR-101, em Barra Velha. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a jovem não utilizava o cinto de segurança. Projetada para fora do carro, Mayara não resistiu aos ferimentos.

O caso de Mayara é outra fatalidade que gostaríamos que tivesse sido evitada, e é por isso que precisamos conversar ainda hoje sobre a importância do uso do cinto de segurança por TODOS ocupantes do automóvel.

O banco traseiro ainda é ignorado

Nunca se sabe quando algo pode nos acontecer no meio do “corre corre” do dia a dia, né? Eu, por exemplo, viajo todos os dias a Joinville para estudar. A primeira coisa que faço, ao entrar na van, é colocar o cinto de segurança. São incontáveis as vezes, nesses três anos de viagens, que passamos por situações perigosas no caminho.

Mesmo assim, observo que muitos colegas, principalmente os que sentam nos bancos de trás, não costumam usar o acessório. Às vezes por não acharem necessário, por não lembrarem ou, simplesmente, ignorarem que o mesmo é essencial também para quem viaja atrás.

Em situações de colisão ou freadas bruscas, ele impede que seu corpo se choque com o banco da frente ou partes rígidas do veículo ou então, que seja arremessado para fora em capotamentos.

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A medida é exigida nas rodovias federais desde 1989 e se tornou obrigatória em qualquer via pública em 1998.

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina e Tráfego, o uso do cinto pode diminuir em 45% os riscos de morte em um acidentes nos bancos da frente e até 75% nos bancos traseiros. A mesma importância é dada para o uso das cadeirinhas para as crianças.

De acordo com dados do Detran, no primeiro trimestre deste ano, foram registrados 23,3 mil infrações nas ruas públicas de Santa Catarina. Já nas rodovias foram mais de 4 mil.

Em 2015, a PRF aplicou 19 mil autuações pelo não uso de cinto de segurança. Também no ano passado 740 autuações por transporte de crianças sem cadeirinhas. Já em 2014 foram 16.291 casos sem o cinto e 715 deixaram a cadeirinha de lado.

Além de ser considerada uma infração grave, o valor da multa sem cinto é de R$ 127,69 por passageiro sem o cinto de segurança, e retenção do veículo até a colocação do cinto de segurança pelos passageiros. Além da perda de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Talvez, se não for pela consciência, a cultura do uso do cinto de pode ser empregado pelo pelo no bolso. Infelizmente é a realidade.