Por: Ariston Sal Junior | 4 anos atrás
Reprodução/Internet

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Já diz o ditado (na verdade o nome de uma peça, que depois virou filme) “Trair e Coçar, É Só Começar”. Por conta disso, o tema é sempre debatido, discutido e analisado constantemente. Você sabia, por exemplo, que o brasileiro é o mais infiel da América Latina? E que as mulheres têm mais dificuldade de guardar segredo e contam para as amigas sobre a pulada de cerca? O portal Terra listou uma série de conclusões de pesquisas feitas ao redor do mundo sobre essa questão. Leia sobre algumas delas:

Um levantamento feito pela Internet na Inglaterra, publicado pelo jornal Daily Mail, aponta que 47% das pessoas já pularam a cerca e que 63% já descobriram que foram vítimas de uma traição. A questão, no entanto, parece não ser tão grave, já que 42% admitiram ter perdoado a cara metade e 30% afirmaram que fariam o mesmo caso descobrissem uma traição. Além disso, 30% revelaram que permitiriam a traição caso o amante fosse uma celebridade. 

De acordo com uma pesquisa americana, uma em cada quatro pessoas simplesmente nasce para ser infiel. O motivo seria uma variação do gene DRD4, que afeta os níveis de dopamina (responsável pela produção das sensações de satisfação e prazer). Constatou-se que um quarto dos voluntários tinha uma determinada versão do gene que dobrava a chance de ser infiel. A probabilidade de sexo sem compromisso também era maior entre esses participantes.

Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde, em 2008, apontou que 16% dos brasileiros pulam a cerca. E os homens traem mais, já que 21% deles (4,7 milhões) afirmaram ter tido relações casuais no mesmo período das relações fixas, contra 11% (1,8 milhão) delas.

As mulheres têm mais probabilidade de ter um affair do que os homens, segundo pesquisa do site de namoro Casuals. Quatro em 10 tiveram casos paralelos a uma relação séria, contra apenas 12% deles. Já três quartos deles confessaram que já consideraram a traição, mas não consumaram o fato, em comparação com 85% delas.

Os brasileiros (homens e mulheres) são os mais infiéis da América Latina, segundo pesquisa feita em 11 países pelo instituto Tendência Digitales, divulgada em 2010. Entre os homens brasileiros, o número dos que confessam ter traído pelo menos uma vez chega a 70,6%. No grupo das mulheres, o percentual é de 56,4%. Constatou-se que apenas 36,3% dos brasileiros nunca pularam a cerca.

Homens têm maior chance de perdoar a parceira por traição com outra mulher. De acordo com uma pesquisa da Universidade do Texas, em Austin, nos Estados Unidos, pessoas do sexo masculino demonstram uma probabilidade de 50% de continuar com uma companheira que teve um affair homossexual e de 22% se for heterossexual. As do sexo feminino, por sua vez, apresentaram 28% de chance de continuar com o companheiro que pulou a cerca com uma mulher e de 21% com outro rapaz.

Quando o assunto é traição, as mulheres têm mais dificuldade de guardar segredo. Segundo uma pesquisa do site de namoros IllicitEncounters.com, 43% das que pulam a cerca contam a uma amiga e, 15%, a mais de uma. E a fama de os homens se vangloriarem por terem amantes está longe de ser real: 77% deles preferem não revelar a situação.

Existe traição virtual? Uma pesquisa da Universidade Católica de Pelotas, no Rio Grande do Sul, revelou que uma em 10 pessoas admite ter traído pelo Facebook. O significado de traição variou entre bate-papo com segundas intenções até usar a rede social para combinar encontros com um amante.

Homens que traem tendem a ter QI mais baixo e ser menos inteligentes. A pesquisa do especialista em psicologia evolutiva Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, Inglaterra, indica que os homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual e isso seria um sinal de evolução da espécie. Segundo o autor, a fidelidade não é sinônimo de QI mais alto entre as mulheres, isso porque elas sempre foram relativamente monogâmicas e, portanto, o comportamento não representaria uma evolução. 

As pessoas mais propensas a trair são as que apresentam maior salário, alto nível educacional, são fisicamente atraentes e também bem-sucedidas. Os dados são dos pesquisadores americanos David Buss, da Universidade do Texas em Austin, e Todd Shackelford, da Universidade Florida Atlantic. Quanto mais alguém está no comando, mais chances de trair. Quem gosta de riscos e aventuras, e tem mais apetite sexual, também entra na lista.

Fonte: Terra